Casos e acasos
Neste espaço quero contar casos que durante estes meus anos de profissional do turismo,aconteceram e que de alguma maneira marcaram este caminho.
Sr argentina que ficou mais de 45hs dentro de um ônibus.
Era para ser um dia normal de trabalho ,eu iria ao terminal rodoviário com um cartazinho escrito o nome da passageira a recepcionava e a levaria para seu hotel.
Mas como a vida a cada momento nos mostra algo a mais, não foi bem assim que aconteceu.
Chegou ônibus la pelas 07hs,eu como de prache estava com o cartaz esperando a sr, alguns passageiros desembarcaram e o ônibus partiu,informei meu gerente do acontecido que logo ja me enviou a outra missão,também é comum isso acontecer, mas este caso não terminou assim,
Mais tarde a operadora que nos havia passado tal trabalho nos ligou e informou que a passageira estava na rodoviária de são paulo,ficamos pasmos,queriamos saber como aquela pobre sr teria chegado até la,fomos informados que ela teria tomado um dramim(dramamim)como dizem os argentinos e dormido muitas horas,passando por floripa sem desembarcar,virou piada,fomos informados também que a mesma regreçaria a floripa na mesma noite e que ao amanhecr deveriamos busca-la no terminal novamente.
No horário combinado da chegada do ônibus vindo de são paulo,la estava eu,com o dito cartazinho na mão,chega o ônibus.
Me dirijo imediatamente ao motorista e pergunto pela sr tal,ele me disse:ha aquela que esta a 50hs dentro do ônibus?eu disse,sim.me contexta ha,ela esta la no último acento,sem esperar entrei no corredor do ônibus e a chamei:sr tal,sr tal,ela colocando a cabeça para o corredor do ônibus me disse:aca,aca,aca estoy nene.Pobrezinha percebi que se tratava de uma sr de mais de 70 anos viajando sozinha,me disse:pofavor ninho ajuda-me,pofavor,ace 50hs que estoy dentro de esta porcaria de ônibus,todos os passageiros riram muito da sr,até porque todos eram brasileiros,eu também não me contive mandei aquela gargalhada,que em seguida ela me apelidou de,sorrizo largo.A ajudei desembarcar do ônibus entramos na rodoviária e me perguntou:quanto farta hasta mi hotel,lhe disse:meia hora sr,ela levou mais um susto,pofavor podemos to,mar una coca-cola?eu sem dúvida a acompanhei,outra surpresa,no terminal tiete ela fez o cambio de dolar para real e novidades a deram tudo notas falsas,pobre sr,me dizia:no creio,no creio no tengo plata nim para a coca-cola,tive que pagar a coca-cola para ela,chorava,chorava e dizia:que viajem de miécoles,que miécoles.A levei ao seu hotel,muito triste não sabia que fazer,contactei meu gerente que prontamente entrou em contato com a operadora que em seguida contactou seus familiares e os mesmos lhe enviou platita.No dia de seu retorno fui busca-la ao hotel,ja estava mais tranquila,disse que ficou dois dias dentro do apartamento e que teve que comprar una lapisera para desenhar novamente seu traseiro,disse que nunca mais viajaria em ônibus,nunca mais.A deixei no terminal me agradeceu muito e me disse:Eres mui amado,sorrizo largo,mui amado,rsrsrs.